domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa Feliz

y4/U1REjX3q2II/AAAAAAAAAf4/yXVF4wpj2j0/s320/DSC06224.JPG" /> Mais uma tradição: Páscoa. Por acaso tenho boas recordações desta época, quando era criança:ía o "Compasso" a casa de todos com a cruz.E fazia-se uma passadeira de flores, para eles passarem. Então iam primeiro a casa da minha avô, depois eu e os meus primos iamos a correr para casa de uma tia que era ali perto, para beijar outra vez a cruz e na segunda feira, iamos a casa de um tio meu, nessa localidade a Páscoa era só á segunda feira, porque o padre não tinha tempo para ir a todas as casas no domingo. Bons tempos.

terça-feira, 8 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ana Carolina

Lindo, MEO ARENA 4abr14, para ser perfeito, perfeito só faltava lá o "Seu Jorge".

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Não, não vou por aí!

Cântico negro José Régio "Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. — Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre à minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois, sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tetos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, É uma onda que se alevantou, É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou Sei que não vou por aí!